Transformando o entorno, transformando o mundo
Como algumas imagens falam mais do que muitas palavras, escrevo meu depoimento a partir de fotos que ilustram, para mim, o poder de transformação do programa Guerreiros sem Armas.
Conforme a metodologia do programa, a partir do desejo da comunidade define-se as ações a serem realizadas no bairro. E um dos sonhos da comunidade do Paquetá, no centro de Santos, era revitalizar o Edifício Apene, um imóvel abandonado durante 30 anos, tomado pelo lixo, local de uso de drogas e de violência.
Suor, empenho… trabalho duro, mas feito com amor e em espírito de cooperação. Foi assim que os participantes retiraram mais de uma tonelada de lixo e entulho do prédio.
Aos poucos, uma energia boa, resultado da união da comunidade e dos jovens participantes da última edição do Guerreiros sem Armas, em 2007, foi transformando aquele espaço.
Depois da limpeza, foi a vez da arte dar vida ao local.
Imagine a alegria que é deixar um local como aquele novamente habitável, transformando-o em um espaço para abrigar um centro cultural.
No lugar da escuridão, luz, cores… Na minha opinião, esta experiência ilustra muito bem o que o Guerreiro sem Armas faz: transformar o mundo – começando pelo nosso entorno. Tudo isso, como diz nosso querido Edgard Júnior, do Elos, brincando! Sim, pois a brincadeira é uma das partes mais importantes da metodologia do programa. Há muito espaço para a diversão durante o trabalho cooperativo.
Ao ouvir o depoimento do Jackson Nunes, integrante da comunidade do Paquetá que participou do Guerreiros sem Armas, pude perceber o quanto este programa representa para uma comunidade: “Estes jovens do mundo todo são de classes sociais diferentes, mas são todos iguais, e estavam trabalhando por nós. Percebemos, então, que não precisamos esperar pelo poder público. Se todos aqueles jovens vêem de longe para trabalhar por nós, porque não podemos nós mesmos, da comunidade, nos unir em um mutirão, unir recursos para construir, transformar?”.
É o que a comunidade do Paquetá está fazendo agora, neste momento.
Meu nome é Márcia e assim eu falei, HEY!