Quem tem blog vai a Roma!

Compartilhando informações, técnicas e dicas que contribuam para uma comunicação mais efeciente, humana e não violenta.

A mesma velha (e triste) história 1 October, 2009

Filed under: Uncategorized — Val Rocha @ 4:47 pm

Esta semana em que estamos recebendo os e-mails diários do Dialisson nos atualizando sobre os fatos em Santa Catarina, nos chegam as informações sobre outros desastres acontecidos em terras de além mar. Fico pensando, e me atrapalha pensar… na urgência da tarefa de preparar o OASIS para atender necessidades emergentes para situações emergentes. O primeiro passo está dado: uma rede de pessoas dispostas a agir imediatamente, com os recursos disponíveis, para transformar em espaços físicos saudáveis lugares que foram atingidos por alguma mazela social, econômica, ambiental.

Reconheço que diante do volume, do barulho, do ruído assombroso dos desastres dos quais estamos falando, tendo a reagir da forma que queremos combater, reafirmando as crenças sedimentadas: fugindo, desmaiando – reações biológicas naturais diante de situações de perigo.

Me manter conectada com a energia da proatividade, não perder o foco no que posso fazer agora, neste momento,é o meu desafio de hoje.

A junção dos relatos do Dialisson com as fotos dos estragos causados pelo tufão nas Filipinas me deixaram pensando muito sobre o que aconteceu com o projeto de lei para o novo código ambiental de Santa Catarina. Ao que parece não posso confiar apenas no bom senso humano: não somos sensatos! Não reconheceríamos a tal sustentabilidade nem que ela nos pisasse a cabeça… Eu tenho dificuldades de tomar decisões no hoje de forma a garantir que não me prejudique amanhã… é assim na educação da minha filha, e olha que estou aprendendo muito! Quero dizer com isso que apesar da palvra constar do dicionário a muito tempo, ainda estamos construindo em nós o sentido de seres sustentáveis. Enquanto isso vamos sofrendo as consequências da nossa “insustentável forma de ser”.

As imagens do Ondoy chegaram tão vívidas à minha tela de computador! E quase ao mesmo tempo que me chegaram os relatos do que aconteceu em Santa Catarina… Não posso evitar pensar que o mundo inteiro está irmanado nisso, e que o OASIS que construímos aqui pode ser uma resposta para todos os lugares.

A ponte que foi construídadurante o OASIS não caiu! Este é para mim um sinal poderoso de que estamos no caminho certo.

A maré de destruição - foto do site Big Picture

A maré de destruição - foto do site Big Picture

Onodoy 2

 

Quem eu sou? 18 September, 2009

Filed under: Uncategorized — Val Rocha @ 10:08 pm

Ando com muita vontade de me esconder… os anos passam, passaram… e o que eu fiz? Por onde andei… Sei que não adianta se lamentar, mas ando triste e desapontada comigo mesmo… com vergonha de ser quem sou, de não ter me tornado o que sonhei… sem alcançar o brilho que eu gostaria de ter. Um fim de dia triste… um pouco amargo…

 

Vamos mudar o rumo dessa prosa? 3 October, 2008

Filed under: Uncategorized — Val Rocha @ 11:44 am
 

5 August, 2008

Filed under: Uncategorized — Val Rocha @ 4:12 pm

Transformando o entorno, transformando o mundo

 

 

Como algumas imagens falam mais do que muitas palavras, escrevo meu depoimento a partir de fotos que ilustram, para mim, o poder de transformação do programa Guerreiros sem Armas.

 

Conforme a metodologia do programa, a partir do desejo da comunidade define-se as ações a serem realizadas no bairro. E um dos sonhos da comunidade do Paquetá, no centro de Santos, era revitalizar o Edifício Apene, um imóvel abandonado durante 30 anos, tomado pelo lixo, local de uso de drogas e de violência.

 

 

 

Suor, empenho… trabalho duro, mas feito com amor e em espírito de cooperação. Foi assim que os participantes retiraram mais de uma tonelada de lixo e entulho do prédio.

 

 

Aos poucos, uma energia boa, resultado da união da comunidade e dos jovens participantes da última edição do Guerreiros sem Armas, em 2007, foi transformando aquele espaço.

 

 

 

Depois da limpeza, foi a vez da arte dar vida ao local.

Imagine a alegria que é deixar um local como aquele novamente habitável, transformando-o em um espaço para abrigar um centro cultural.

 

 

 

No lugar da escuridão, luz, cores… Na minha opinião, esta experiência ilustra muito bem o que o Guerreiro sem Armas faz: transformar o mundo – começando pelo nosso entorno. Tudo isso, como diz nosso querido Edgard Júnior, do Elos, brincando! Sim, pois a brincadeira é uma das partes mais importantes da metodologia do programa. Há muito espaço para a diversão durante o trabalho cooperativo.

 

Ao ouvir o depoimento do Jackson Nunes, integrante da comunidade do Paquetá que participou do Guerreiros sem Armas, pude perceber o quanto este programa representa para uma comunidade: “Estes jovens do mundo todo são de classes sociais diferentes, mas são todos iguais, e estavam trabalhando por nós. Percebemos, então, que não precisamos esperar pelo poder público. Se todos aqueles jovens vêem de longe para trabalhar por nós, porque não podemos nós mesmos, da comunidade, nos unir em um mutirão, unir recursos para construir, transformar?”.

É o que a comunidade do Paquetá está fazendo agora, neste momento.

 

Meu nome é Márcia e assim eu falei, HEY!

 

 

4 August, 2008

Filed under: Uncategorized — Val Rocha @ 9:45 pm

words

If you were a Warrior Without Weapons 2007, you would know I am not exagerating when I say this group was very verbal. Gosh we could talk! In the Fire Councils we inaugurated the tradition of translating the words in the languages of all people present, including the dialects. That’s why the story I am about to tell you moved me so much.

The night before the air game, I was tired… I looked for a light, thin, small bamboo, to make my flute… I don’t remember who helped me out, but I sure had some help to make my only flute, maybe that’s why I had the time to observe the ability of Bane, who made many and distributed them among those with less ability, or as tired as I was.

If you knew me (but only if you knew me really well), you would know I love to walk in the woods, especially if we are talking about going up hills and mountains, I love to go up high – I have to say that this feature of mine relies under layers of inertia, a sedentary life and God knows what else.

That explains why I was so happy in the air game day… that’s why I didn’t feel tired, I didn’t fear the snakes, and I didn’t notice the guide explaining the orchids… I was in touch with my inner world, with the exuberance of the woods outside, with the proximity of the blue sky, with Manu’s smile… In this day we talked – Manu and I – we got closer to each other, I remember well.

The highest point of the day for me was when, after we got to go around the circle 7 times – sounds a lot now – blowing our bamboo flutes, kaka asked if anyone had anything to say. I searched in the place where I usually find my words and they were not there… so I went a little deeper, where I search the words for special moments… nothing! I went even deeper, in a place inside were I rarely go and where, usually, what I find there is not easy to verbalize; this place was still full, but quiet… a warm and cozy silence. I stood there enjoying this moment, till I realized no one… I mean NOT EVEN A SOUL had anything to share.

Immediately I knew something was going on, I can’t say it was magic, but certainly special. And it was happening for all of us.

After that, Kaka explained that the game we just played “cleaned” a generation of words of our minds, every time we completed a round around the circle. End boy, we completed many! He also mentioned that the slight torpor we felt in our mouths would help us to think more before speaking, and speak more from our hearts.

This game really got me… every now and then I remember it, and try to keep my mouth connected to my heart… It is not easy… not at all! But trying fells kind of good.

 

Olha o video dos Guerreiros Sem Armas ai gente! 1 July, 2008

Filed under: Uncategorized — Val Rocha @ 3:14 pm

O video eh lindo, e te da uma ideia do trabalho do Elos, e qual o nosso jeito de mudar o mundo… agora mesmo. Aproveitem. Beijos,