Bolo de aipim

A receita é a mesma da minha mãe, mas quem me passou foi aquela amiga, bem mais jovem do que eu, mas que tem o tipo de sabedoria ancestral no que se refere a culinária baiana. Eu desconfio que ela já nasceu velha e cozinhando!🙂

O bolo é simplesmente maravilhoso, e nesta época do ano, eu diria que nenhum baiano, especialmente os da diáspora, pode viver sem um bom pedaço.

O que vai no bolo

1 kg de aipim ralado;

2 xic. de açúcar;

250gr de manteiga; Eu uso 200gr;

4 ovos;

1 pitada de sal;

1 garrafa de leite de coco Sococo – Não é merchandising…todo mundo que eu conheço e que cozinha bem diz que só existe uma marca boa de leite de coco!

 

Como fazer

Bater o açúcar com a manteiga, incorporar os ovos, colocar o aipim e o leite de coco, provar e depois colocar uma pitada de sal. Fica gostoso se vc colocar meio pacote de coco ralado. untar a fôrma só com manteiga e colocar a massa. Separar a parte um pouquinho de leite de coco e misturar com 1 colher de açúcar para regar o bolo à medida que for assando, isso faz um caramelado delicioso sobre o bolo, é um detalhe imperdível!

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Dia esperado, desejado… Agora ela já antecipa e sonha com o que está por vir. Não é ansiosa… é intensa a menininha que corre pela nossa casa, que dança pela sala, rodopia gargalhando.

Hoje o dia começou alegre por aqui, celebrando Nina e seguindo à risca a tradição da família. E como não podia faltar, bolo de chocolate.

 

 

A primeira carta

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Achei que a Lia tinha caído ou qualquer coisa do tipo… pelo grito que ela deu quando abriu a caixa de correspondência. Lá dentro um tesouro: sua primeira carta.

Leu dezenas de vezes, com um sorriso estampado no rosto, de vez em quando uma pergunta: “mãe, o que é capenga?”. A carta era mesmo um tesouro, escrita com tanto carinho, compartilhando uma paixão e fortalecendo ainda mais o amor que já é tão grande entre estas duas partes vivas da minha história: minha irmã e minha filha.

Ela foi dormir com o coração cheio, e disse: “esperei tanto por esta carta… mas ela é tão maravilhosa, valeu a pena esperar”. E de repente me veio a nostalgia enorme das longas esperas pelo carteiro a quem eu chamava pelo nome e que me trazia cartas do Brasil a fora: vinham da Valéria do Rio de Janeiro cheias de desenhos de embasbacar, da Paola de São Paulo com aquela letra maravilhosa, do João do Ceará com graças e provocações, do Rodrigo do Guarujá inundadas de encantamento e uma amizade sem fim. E claro, a cada três dias uma carta do Leandro carregando dentro de cada uma delas dois corações absolutamente apaixonados.

A vida naqueles dias se alternavam entre encontros intensos e iluminados de amor e amizade, separados por uma doce espera cheia de saudades.

Cartas são pontes que nos ligam aos outros e a nós mesmos.

Uma dose de poesia todo dia

Pode ser sob qualquer forma: beleza que entra pelos olhos, pelos ouvidos, pela alma… Mas já notei que meus dias são melhores quando eles têm um toque de poesia.

A minha dose de hoje chegou pelas mãos (virtuais) de uma amiga querida, e não poderiam ser mais parecidas com cenas cotidianas que testemunho todos os dias. Vistas assim, delineadas pela suavidade das cores usadas pela artista plástica Snezhana Soosh dá até para crer que é poesia… ou não é?

*este post foi inspirado pelo post do Catraca Livre… lá tem sempre muita coisa boa, confere aqui: https://goo.gl/RzYbvm
*Todas as imagens são propriedade intelectual da artista plástica Snezhana Soosh. Não encontrei nada sobre ela no Google (really?!), além do seu Instagram onde é possível ver muito da beleza que ela produz.

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A roda viva

Eis que às vezes me surpreendo comigo mesma e não sei de onde vem o que sinto. Pode ser qualquer coisa: uma reação meio atravessada no trabalho, um desânimo no final de semana, uma crise de riso inesperada… Vivo comigo há mais de quatro décadas… Não era de se esperar que conhecesse (muito bem) cada cantinho dentro de mim?

Nessas horas é sempre a voz do Chico que soa no meu ouvido e me conta de como a roda da vida mistura as coisas dentro e fora de mim.

 

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coraçãoA gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo (etc.)A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo (etc.)

O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo (etc.)

1967 © by Editora Musical Arlequim Ltda.


Link: http://www.vagalume.com.br/chico-buarque/roda-viva.html#ixzz42w4o083m

365 músicas no ano

Completamente apaixonada por este projeto/desafio criativo que Tiago Augusto, designer e publicitário lançou a si mesmo.

Nem é que gostei tanto assim dos cartazes, mas adorei a ideia de juntar arte gráfica e música, uma playlist visual. Já me deu vontade de ouvir um monte das músicas… algumas são icônicas, outras desconheço completamente.

E como os tempos são de transformar ideia em dinheiro, você ainda pode comprar o quadro das ilustrações e presentear alguém que ama. Genial né não?

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O site não é muito organizado… mas dá para entender e encontrar as músicas e os cartazes aqui ó: http://365-musica.tumblr.com/archive

Por onde ando

Por onde ando que meu coração não me acompanha?

Por onde passo que a minha sombra caminha ligeira dois passos à minha frente?

Se alguém bate à porta do meu ser ouço muito longe as batidas

E meus passos lânguidos, pesados, lentos

Ao invés de me levarem à porta, me enterram mais fundo dentro de mim.

Melancolia ou poesia?