Whatever works

Este é o título do filme que trouxe o Wood Allen de volta a minha vida. Não fã incondicional do cineasta, mas gostei de ser capaz de reconhecer imediatamente a sua marca no filme. Nos primeiros 5 minutos é possível perceber que se trata de um filme do Allen.

E olha, a favor dele digo que o filme não é verborrágico, é muito engraçado e adoro a riqueza de detalhes que enchem de veracidade os pequenos dramas suburbanos ali encenados: um quase prêmio Nobel, uma quase miss, um quase casamento… O mal humor e acidez do personagem principal, Boris Yellnikoff, são maravilhosos, especialmente porque eu não tenho que viver ou conviver com ele.

A certa altura do campeonato Boris encontra Melody e acho que é muito importante que este encontro aconteça para nos lembrar que sim é possível que gente absolutamente boa e ingênua se apaixone por gente absolutamente cretina e  cética. A estória se desenrola de forma crível na minha opinião – e sei que muita gente que entende de cinema por ai discorda da mim.

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Como não se apaixonar por Melody? Com sua crença na humanidade, seus olhos lindos, seu sorriso fácil, sua luxúria adolescente?

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Acho que Boris não teve nenhuma chance, amar não o transformou em uma pessoa melhor. Mas pensando bem ele nunca foi mal… o seu defeito está no irremediável desprezo que tem pela humanidade.

Vale a pena assistir!

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