1 ano

 

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Aprendi com um amigo, que aprendeu com outro amigo, esta peça de sabedoria: “A coesão se dá quando há partilha”. Estas palavras, hoje, mais do que nunca fizeram sentido para mim e me ensinaram da forma mais profunda que a alegria plena é vivida em comunidade.

Partilhamos e celebramos. Teve gente que foi a São Paulo buscar flores, houve gente que plantou, gente que assou, que comprou, que montou, que arrumou, cantou, ensaiou, ajeitou, cortou e pendurou. Teve gente que desmontou, organizou, limpou. Teve gente que confiou e que acolheu. Esta escola é fruto de doação e de colaboração.

Juntos celebramos e usufruímos da beleza e da riqueza que existe na nossa comunidade.

A nossa escola completa um ano de vida, e como disse uma das crianças: “Agora ela vai começar a andar”.

O Theo, que só tem 3 anos, me lembrou algo muito importante: estamos no inicio da nossa vida, passando por aquelas conquistas que são o fundamento e a base de quem nos tornaremos quando formos adultos. Crescemos e aprendemos um pouco a cada dia. Juntos.

Sou Val Rocha, mãe de Lia e Nina. Na pedagogia Waldorf encontrei acalento para minha alma, para a busca de uma forma de educar as minhas filhas que fosse alinhada com os meus valores. Quase perdi isso quando descobri que não havia ensino fundamental Waldorf em Santos, por sorte, ou por destino, me vi entre pessoas loucas o suficiente para criar uma nova escola, uma escola associativa, uma escola de todos nós. Este é só mais um capítulo da nossa história.

 

 

 

Waldorf com sotaque

Escutei uma vez uma história que me pareceu ser uma lenda.

Até hoje repito com tom de brumas de Avalon. A história é a seguinte: vai chegar um dia, durante a educação da minha filha na nossa escola Waldorf Santos, em que ela, junto com seus coleguinhas e professoras, vai assar um pão que ela fez, com a farinha que ela produziu, do trigo que ela plantou e colheu, em um forno de barro que ela construiu.

Achei a história simbólica e linda, mas para dizer a verdade, achei que não era mais do que uma história, até me deparar hoje com a escola La Primula, de Roma, e sua campanha por recursos para a construção de um forno de barro!

Captura de Tela 2015-07-02 às 00.28.56E a terra se fez forno – História de um sonho amassado a mão

O projeto

No nosso jardim havíamos semeado um pequeno campo de grãos. Ano após ano, colhemos o fruto da terra e do nosso trabalho. Amassamos os grãos e moemos a farinha com as nossas mãos.

Hoje queremos dar um passo adiante: amassar a terra com palha para construir um forno com as nossas mãos. Dentro deste forno assar o pão… E convidar a todos os amigos do bairro! Assim de uma pequena semente poderá nascer uma comunidade reunida no perfume do pão recém assado.

A tradução é livre, você pode ler a historia completa no blog da escola clicando aqui>>

Estamos construindo com as nossas próprias mãos uma escola Waldorf em Santos, estamos construindo uma comunidade. E histórias como esta alimentam e fortalecem o meu sonho, regado a cheiro bom de pão assado na hora e acordes suaves de boa música. É verdade na Itália e é verdade aqui… bem no nosso quintal!