Paciência

Acordei pensativa, desejosa de espaços para reflexão e a sincronicidade me traz as sábias palavras do Lenine fluindo pelo i-pod saturando o ar com sua voz aveludada e o sotaque que me enche de nostalgia. Fatal: meus olhos marejados.

E Lia: O que foi mamãe? Eu dou a resposta de adulto que mais odiava quando era criança: Não foi nada filha.

Mas como explicar que alguém que nunca vai saber que eu existo faz total diferença na minha vida e parece me entender como ninguém?!

Paciência

Lenine

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para…

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara…

Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência…

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência…

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber ?
Será que temos esse tempo
Pra perder?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara
Tão rara…

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não…

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber ?
Será que temos esse tempo
Pra perder ?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara
Tão rara…

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara
A vida não para não…

A vida não para…

Antídoto

Sou daquelas pessoas que se encanta com a tristeza… Não sei porque, só gosto. Em teoria gosto.

As músicas tristes… gosto. Os poemas tristes… me rasgo. Gosto e pronto. Dois exemplos que me levam à comoção por causa da qualidade estética, mas que são indiscutivelmente tristes:

Adriana Calcanhoto: Mentiras.

Elizabeth Bishop One Art

***

Para os mais talentosos, acredito (muito!) que produzir beleza é um antídoto para a tristeza.

Para a maioria de nós… O antídoto é fazer o que se gosta… Diariamente.