Um presente especial?

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Dia dos pais…

Depois de estarmos casados por 15 anos, não é nada fácil ser criativa na hora de dar presentes. Este ano resolvi perguntar de uma vez: o que você quer de presente? e a resposta: Uma calça jeans. Descartado! (outro dia explico, mas comprar roupa não é uma opção).

– E se não for uma calça jeans?

– Ahhh… eu quero um liquidificador com copo de vidro.

Nossa. Que frustrante. Ele esperneou que pode querer o que quiser e o que mais queria era um liquidificador, com o copo de vidro, que ele gostaria muito… bla, bla, bla.

Comprei o tal liquidificador já achando muito sem graça, mas enfim, era o presente principal. Acordei antes de todo mundo embrulhei com tecido e deixei sobre a mesa. Acordei e vesti as crianças e fomos dar um bom dia pro papai antes de sair para um café da manhã especial (este era o presente secundário).

Foi ai que a Lia transformou a ordem das coisas e o nosso dia: Como é que vamos fazer para ser surpresa, como o papai não vai saber onde está indo?

– Vamos vendá-lo!

E lá fomos com o Leandro vendado, saindo do quarto e indo para a garagem, guiado por Lia que não nasceu para ser cão guia. 🙂

O caminho deveria ser uma reta, mas a Av. da praia estava fechada e fomos ziguezagueando até chegar ao canal 3. Descemos e o vento estava forte e frio. A partir dai a descrição do Leandro é a seguinte:

Tinha um vento muito forte, acho que estávamos numa rodovia, subimos uma ladeira, passamos por um riozinho (era o chafariz) e entramos em uma gruta (era o elevador).

Quando chegamos lá em cima tiramos a venda e ele ganhou de presente uma linda vista + um café da manhã bem gostoso.

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Quando voltamos pra casa ele abriu a porta e viu a caixa sobre a mesa… nem acreditou. Ficou todo feliz com seu liquidificador, mas sei que o maior presente do dia foi a aventura!

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Aventuras de uma pequena exploradora

Lia foi ao ballet.

 

Sem o pai nem a mãe.

 

Tio Dé e Tia Ná foram a sua companhia nesta experiência incrível. Hoje pela manhã descobri tudo sobre como foi incrível para ela, que tagarelou sem parar desde a hora que acordou:

Tinha duas lindas princesas com tutu… não igual ao meu, daqueles que ficam assim ó, bem pra cima!

Uma princesa estava de rosa e outra de vermelho…

 

Demorou muito porque tinha pausa e intervalo… eu e a tia Naná ficávamos sentadinhas esperando.

 

A tia Ná estava muuuuuuiiiiito linda! 🙂

 

Eu jantei e usei até um babador… eles tomaram vinho e eu tomei suco de laranja.

aTinha uma parte “mó” engraçada com homens e mulheres  palhaço… tinha uma hora que um corria pra cortina para não ser pego também há!

 

No folheto do espetáculo ela me mostrou todos os números que assistiu, seus bailarinos favoritos…

E assim é: Lia vai crescendo, vivendo, incorporando experiências, imagens, emoções ao seu repertório e aos poucos vai expandindo seu ser e se tornando Lia.

 

Leitura da Diversidade ou Diversidade da Leitura?

Lia tem muitos livros, a grande maioria escolhido à dedo: livros que me ajudam a construir na Lia valores que acredito. Tem 1 livro de Barbie (que anda sumido) e muito raramente ela ganha um livro que não aprovo. Um dos meus favoritos se chama “As tranças de Bintou”, os desenhos de Shane W. Evans e o texto de Sylviane A. Diouf são lindos e o livro conta a história de uma garotinha que que ter os cabelos trançados, mas não pode por causa da idade, na sua tribo, as meninas pequenas usam birotes no cabelo. Gosto do livro porque ao lê-lo eu aprendi algo novo, que não sabia. Gosto dos desenhos maravilhosos e gosto de ver pessoas negras mostradas em um livro.

Lia tem livros sobre crianças com duas mães, livros com histórias do Japão, histórias de monstros e muitas outras coisas, dentre as quais as princesas é claro. E mesmo aqui, gosto de uma diversidade de pontos de vista: as versões das princesas dos irmãos Grimm são bem interessantes.

Acabei de receber uma indicação da minha amiga Andreia Marques – que é portuguesa e tem um blog maravilhoso – de mais um livro. Muito legal a idéia, já que é um livro com um jogo: o jogo do gato escondido. Não sei como, mas vou ter que dar um jeito de ter o livro aqui em casa. Veja o demo no blog da autora: amei que enquanto a filha maior apresenta o livro e procura os gatos, um bebezinho tenta entrar na brincadeira… muito fofo!

Outro dia passeando pelo Blurb achei um livro que me fez rir muito, adorei! O Cabelo do bebê Joseph é um livro muito divertido que fala sobre o diferente de um jeito que nos reconhecemos o tempo inteiro, a história, fora a extensão do cabelo, poderia acontecer com qualquer um e nos ajuda, sem forçar a barra, a conversar com nossos pequenos sobre alguns temas como a auto-estima.

Mas nem só de construção de valores justos vive o mercado editorial e hoje também me deparei com o texto da Cris no blog Era Cilada falando sobre a revista Crescer e as suas capas, que durante os 2 últimos anos foram feitas exclusivamente com crianças brancas. Nada contra as crianças brancas, aliás, todas lindas, mas o fato é que eu procuro por publicações que estejam alinhadas com os meus valores e principios. Esta revista com certeza não é para mim depois da resposta que foi dada à blogueira sobre o tema que teve mais de 30 mil visualizações.

Ver o livro do bebê Joseph publicado no Blurb me deu uma vontadezinha de, quem sabe um dia, juntar as estórias que inventamos aqui em casa em um livro, as mais-mais são:

  • A menina sorvete de banana;
  • Polegarzinha na furabolândia;
  • Maria, Maria da Graça, Jesus e João;

Enquanto isso não acontece seguimos apresentando as histórias para nossa ouvinte fiel, sempre ávida por nossas histórias, mesmo quando elas não tem pé nem cabeça, porque estamos tão cansados que dormimos no meio da história…