#coisasdelia

ela: Papai você tem dente de ferro?

o pai: sim

ela: e de que são feitos os dentes?

ele: de cálcio

ela: e os dentes de leite?

 

Uma parte da conversa deles é sempre mistério para mim… ele sempre acha que vai confundir ela quando ela faz alguma pergunta ou comentário sem sentido e ele responde da mesma forma… mas fico intrigada como ela consegue reverter a situação e deixar o pai sem palavras! #maeorgulhosa

 

She rocks!

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Desisto

 

Minha filha gosta de princesas, principes e barbies. E eu implico muito com essas personangens, com as barbies mais do que com todo o resto. Eu não comprei barbies pra ela, mas ela ganhou de presente de aniversário. Eu não contei histórias de princesas, mas ela inventou suas próprias histórias. Eu não incentivei ela a buscar principes… mas ela encontrou sozinha!

Descobri que o que mais me incomoda nisso tudo são as imagens, os conceitos, os estereótipos que vão formando na cabecinha dela, especialmente sobre as relações entre as pessoas.

Outro dia ela me perguntou: Mãe, e se ninguém pedir minha mão em casamento. Depois de avaliar uma série de respostas bem panfletárias, respirei fundo e achei uma resposta com a qual me senti confortável… e verdadeira:

-Nem sempre é assim. O papai não pediu a mamãe em casamento…

– E como foi?

– Conversamos e decidimos nos casar, queriámos muito viver juntos, na mesma casa. A moça também pode pedir em casamento, pode não ter casamento… o que importa é ficarem juntos quando se amam.

– E o tio Dé e a tia Naná?

– Não sei como foi, pergunta pra eles.

***

Hoje ela acordou cedo e pediu para se vestir de cinderela, depois de vestida me pediu para fazer um coque de cinderela, bem alto e virado pra cima “assim ó”. Recebeu sua melhor amiga, experimentaram todas as fantasias e se divertiram pra valer, na maior inocência, brincadeira de criança.

Lia aceitou muito bem as diferentes alternativas ao pedido formal de casamento. E eu aprendi que as vezes exemplos de verdade são mais eficientes do que discursos ideológicos, mesmo os bem intenciondados.

 

Esperando Nina chegar

Eu, minha mãe e minha filha… esperamos Nina para ampliar e fortalecer esse círculo de mulheres, de bruxas, de poderes.

Eu amparada pela sabedoria de minha mãe, estimulada pela curiosidade da minha filha, me deparo mais uma vez, agora mais madura, mais forte… mais serena – com a oportunidade maravilhosa de receber uma nova vida.

E diante dela eu me curvo.

Bem vinda Nina!

Para cada coisa uma explicação

Minha filha tem 3 anos e 10 meses. Hoje a caminho da escola ela iniciou este diálogo:

– Não quero ir para a escolinha hoje.

– Porque?

– Porque não.

– Porque não, não é resposta. Não explica o motivo pelo qual você não quer ir para a escola.

– Ah… é porque eu não estou com saudades dos meus coleguinhas… nem da tia Lena, nem da tia Daisy, e nem da tia Márcia.

– Ah… entendi, mas eu fiz um combinado na escola, que você iria para lá todos os dias.

– E porque tem que ir para a escola?

– Para aprender coisas, conhecer pessoas e ficar inteligente.

– Ah… Então eu não preciso ir… eu já sou inteligente.

 

Já sei que daqui a um ano ou dois… tenho que ter uma resposta bem melhor para me safar dessa!

 

As vitórias de uma pequena heroína

Cheguei em casa e encontrei a minha filha com um sorriso que ia de orelha a orelha.

Tenho um segredo para te contar ela disse: hoje eu nadei sem bo-ia! Fiquei super orgulhosa dela… e me vi mais coruja do que nunca. Incrível que ela já tenha suas próprias conquistas.

Ela contou essa novidade para todo mundo… e eu contei para as pessoas que ela esqueceu… Depois disso até eu preciso aprender a nadar!

Uma boa mãe

Atualmente esse é o meu desafio: ser uma boa mãe. E ser uma boa mãe, definitivamente, me tornaria uma pessoa melhor.

A gente passa a vida inteira aprendendo a se defender… a se proteger. Quando o assunto é educar, não é diferente, e aqui a ferramenta máxima da educação (pelo menos era o que eu pensava) é o castigo… ou o prêmio.

Por diversos motivos, e incluo aqui a Comunicação Não-Violenta como a minha referência máxima, me desafio a encontrar outras respostas para o paradigma de como motivar uma criança a comer bem, a respeitar as pessoas, a não correr perigo.

Hoje tive um insight! Mesmo quando tudo parece ir mal, ou especialmente quando tudo parece ir mal, preciso ser uma boa mãe. O contrário não é uma boa opção: quando tudo vai mal, ser uma mãe ruim? Ou má? Imagine só: seu filho ou sua filha se recusa a comer, você tranca a criança no quarto… Seu filho ou sua filha joga alguma coisa no chão e quebra, você grita com a criança? E se o seu filho ou filha te bate? Você bate de volta?

Não… Acho que é melhor não.

Mas vamos dizer que eu siga por esse caminho, o de perseguir o objetivo de ser uma boa mãe. O que faço, o que uso como recurso nestas situações?

Ainda não tenho essa resposta.

Mas ter a pergunta, já me basta. Por hoje.